O suicídio é um  tema é polêmico e altamente conflitante. Na semana que passou os pastores Franklin Ferreira e Augustus Nicodemus trataram do assunto com muita propriedade. (Veja aqui e aqui) o que despertou opiniões diversas. 

Diante do exposto resolvi escrever sobre o tema, elencando de forma objetiva os meus pensamentos sobre o assunto em questão.

No mundo um número incontável de pessoas em virtude dos motivos mais variados se suicidam trazendo fim a uma vida de sonhos, perspectivas e esperança. 

As estatísticas dizem que a cada 30 segundos uma pessoa se suicida no mundo. 

Além desse número preocupante, para cada pessoa que dá fim à própria vida, pelo menos 20 outras fracassam em sua tentativa. "A porcentagem de suicídios aumentou de 60% no mundo durante os últimos 50 anos. O maior crescimento foi registrado nos países em desenvolvimento", é o que diz  a OMS. 

Pois bem, falar de suicídio ainda é um tabu. Em alguns países existe um acordo jornalístico de que noticias do tipo não devem ser divulgadas pela imprensa simplesmente pelo fato de que a informação de que alguém tirou a sua própria vida poderá levar a outros a desejarem fazer o mesmo. 

O termo suicídio foi utilizado pela primeira vez em 1737 por Desfontaines. O significado tem origem no latim, na junção das palavras sui (si mesmo) e caederes (ação de matar). Esta conotação aponta para morte intencional ou autoinfligida. Num aspecto geral, o suicídio é um ato voluntário por qual um indivíduo possui a intenção de provocar a própria morte. 

Na minha opinião o suicídio é, muitas vezes, a consequência DIRETA de uma perturbação psíquica. A tensão nervosa que envolve o indivíduo, os problemas vividos no cotidiano, além da frágil capacidade emocional de suportar pressões corroboram para o desejo de tirar a própria vida. 

Na idade média a igreja proibia honras fúnebres aos suicidas, além de determinar que aquele que não tivesse obtido sucesso em uma tentativa deveria ser excomungado. Os familiares dos suicidas eram deserdados e vilipendiados enfrentando os preconceitos sociais. Apenas na Renascença a humanidade dos suicidas foi reconhecida, o romantismo desse período forjou em torno do tema uma determinada áurea de respeitabilidade.

Alguns fatores são comuns aos indivíduos que tentaram ou cometeram suicídio. Por exemplo: 


A) O suicídio é mais frequente nas idades que delineiam as fronteiras da vida, como a puberdade e a adolescência, e entre a maturidade e a velhice.Um ponto significativo a ser analisado, é que os casos de suicídios foram extremamente raros nos campos de concentração, o que reforça a evidência de que as condições exteriores (mesmo as mais brutais) não explicam o fenômeno. Além disso, o suicídio é mais comum em nações ricas e ocorre com mais frequência nas classes médias. 

B) Por razões não completamente esclarecidas, as mulheres cometem três vezes mais tentativas de suicídio que os homens. No entanto os homens são mais eficazes. Isto porque o sexo feminino recorre aos métodos mais brandos como o envenenamento. Enquanto os homens usam armas de fogo, tendem ao afogamento, enforcamento ou saltando de grandes altitudes. 

 C) As doenças físicas como câncer, epilepsia e AIDS; ou doenças mentais como alcoolismo, dependência tóxica e esquizofrenia, compõem alguns dos motivos que induzem um indivíduo a atentar à própria vida. 

Algumas situações sociais também conduzem ao suicídio. Podemos incluir como exemplo o insucesso no matrimônio, ou não ser casado, não ter filhos, não ser religioso, isolamento social e o fracasso financeiro. 

O Site de psiquiatria Mental Help afirma que: 


1) 70% dos suicídios ocorrem em decorrência de uma fase depressiva.
2) Pessoas mais velhas se suicidam mais que as mais jovens.
3) Quanto mais planejado, mais perigoso no sentido de haver novas tentativas, caso essa não dê certo.
4)Qualquer distúrbio neuropsiquiátrico aliado ao álcool aumenta o risco de suicídio.

O Suicídio e os evangélicos:

Boa parte dos evangélicos acreditam que aquele que comete suicídio carimba o seu passaporte para o inferno.

As Escrituras Sagradas relatam a história de algumas pessoas que cometeram suicídio, dentre estas: Saul (I Samuel 31:4), Aitofel (II Samuel 17:23), Zinri (I Reis 16:18) e Judas (Mateus 27:5). Todos foram maus, perversos e pecadores, o que provavelmente após a morte experimentaram a condenação eterna. Ora, sem a menor sombra de dúvidas a Bíblia vê o suicídio do mesmo modo que o assassinato – e assim o é – um auto-assassinato. Cabe a Deus decidir quando e como a pessoa morrerá. Tomar de assalto este por em suas próprias mãos, de acordo com a Bíblia, é atentar contra Deus.

E o que diz a Bíblia a respeito de um cristão que comete suicídio?

"Em primeiro lugar não acredito que um cristão verdadeiro que cometa suicídio perca a sua salvação. A Bíblia ensina que a partir do momento no qual a pessoa verdadeiramente crê em Cristo, ela está eternamente salva (João 3:16). De acordo com a Bíblia, os cristãos podem ter certeza, sem sombras de dúvida, que têm a vida eterna, não importa o que aconteça. “Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus” (I João 5:13). Nada pode separar o cristão do amor de Deus! “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 8:38-39). 

Se nenhuma “criatura” pode separar um cristão do amor de Deus, e um cristão que comete suicídio é uma “criatura”, então nem mesmo o suicídio pode separá-lo do amor do Senhor. Jesus morreu por todos os nossos pecados... e se um cristão verdadeiro, em tempo de crise e fraqueza espiritual, e doença psíquica cometer suicídio – este, não será condenado, mesmo porque,  este também é um pecado pelo qual Cristo morreu." 


Caro leitor, antes que você emita qualquer parecer é certo que todos concordamos que nenhuma pessoa racional tiraria sua própria vida e, quando isso ocorre, é muitas vezes um ato irracional de uma pessoa que está com algum distúrbio mental. Isso nos leva a uma outra pergunta:

Pode o cristão sofrer de doença mental?

É claro que sim e eu pessoalmente conheço inúmeros casos. Embora alguns especialistas argumentem corretamente que a mente humana é abstrata e, portanto, não pode adoecer, o cérebro é uma entidade concreta e está sujeito às enfermidades físicas. As teorias sobre insanidade lidam com a diferença entre o órgão físico e os pensamentos que ele "processa", mas um fato é irrefutável — desequilíbrios químicos no cérebro comprovadamente provocam comportamento irracional, chegando até e incluindo o suicídio.

Um exemplo disso é caso de Matthew Warren, filho de Rick Warren que  morreu depois de uma longa batalha com uma doença mental. “Aos 27 anos de idade devido a uma profunda depressão e pensamentos de suicídio, o moço deu cabo da própria vida.

Alguns cristãos estão entre aqueles que sofrem do distúrbio bipolar (são "maníacos-depressivos") e precisam tomar medicamentos (à base de lítio, etc.) para controlar a enfermidade. Depressão severa e pensamentos sobre suicídio, junto com "vozes" que incentivam a pessoa a se matar são características trágicas dessa doença mental. Se não for diagnosticada ou tratada, ela pode e de fato leva os indivíduos a cometerem atos impensáveis, mas fique descansado que quando isso acontece com um dos filhos de Deus, eles nunca estão sob o risco de perderem a salvação.

Aproveito o ensejo em afirmar que não aprovo, não incentivo e nem tampouco reconheço que o suicídio seja uma saída àqueles que sofrem. Acredito piamente que o Senhor Todo-Poderoso é capaz de trazer bálsamo as nossas vidas e emoções restaurando naquele que nele crer a alegria de viver.

Vale a pena ressaltar que concordo com Hernandes Dias Lopes que afirma que o suicídio não é sustentado nas Escrituras. "O suicídio é assassinato de si mesmo. É uma violação do sexto mandamento da lei de Deus.  O suicídio é um ato de conspiração contra Deus e também um ato de egoísmo sem paralelos. Ninguém é uma ilha. Aqueles que tiram sua própria vida além de não resolver seu próprio problema, porque a vida não termina com a morte, ainda abrem uma ferida incurável na família. Aqueles que flertam com o suicídio precisam saber que existe esperança para a vida, por pior que seja a situação. Essa esperança está em Jesus."

Isto posto, aconselho a todo aquele que tem sentido desejos suicidas que procure ajuda médica e profissional, mesmo porque, a vida aos olhos de Deus é preciosa e  precisa ser cuidada, valorizada e respeitada.

Pense nisso!

Renato Vargens


Antigamente as pessoas procuravam uma igreja perto de suas casas, hoje já não o fazem mais, visto que nem sempre encontram perto de seus lares igrejas saudáveis. Posso afirmar sem sombra de dúvidas que a distância deixou de ser um empecilho pra muita gente, mesmo porque, o povo cansou do blá-blá-blá proferido por pastores despreparados. Digo mais, muitos não suportam mais os discursos da confissão positiva, ou repetições descabidas do tipo "diga para o irmão que está ao seu lado", ou "repita comigo". na verdade, o povo mais do que nunca quer uma igreja BÍBLICA, cristocêntrica, centrada nas Escrituras, não importando com isso, ter que andar quilômetros de ônibus, moto, carro e bicicleta. 

isto posto, resolvi escrever sete coisas que um cristão genuíno não deseja encontrar num culto:

1-) Um cristão genuíno não deseja encontrar no culto pregações humanistas, antropocêntricas cujo foco seja a satisfação do homem.

2-) Um cristão genuíno não deseja encontrar no culto louvores e canções centradas nas necessidades dos homens.

3- Um cristão genuíno não deseja encontrar no culto o chamado "reteté" de Jeová onde o que importa são sensações místicas não fundamentadas na santa Palavra de Deus.

4- Um cristão genuíno não deseja encontrar no culto pregações de autoajuda de cunho  estritamente psicológico.

5- Um cristão genuíno não deseja encontrar no culto uma liturgia centrada no dinheiro e prosperidade.

6- Um cristão genuíno não deseja encontrar no culto jargões, repetições e pregações cujo inspiração não são as Escrituras.

7- Um cristão genuíno não deseja encontrar no culto um pastor ou pregador personalista que teima é roubar para si a glória de Deus.

Pense nisso!

Renato Vargens